terça-feira, setembro 14, 2010

Open up (can't you see that you're killing myself?)

Ora bem...

Em pequeno era um rapaz inteligente, extrovertido, trabalhador e extremamente simpático. A inteligência afectava a minha propria pessoa porque eu era conhecido como o "marrão" da turma. Não o era, simplesmente conseguia apanhar as coisas mais facilmente. Era trabalhador, porque sim, em casa fazia todos os trabalhos de casa, fazia todos os trabalhos de grupo, tinha todos os excelentes nos testes. Adorava desenhar como passatempo, era a minha expiração de arte quando era pequeno.

Na entrada da básica, os meus excelentes começaram a desaparecer, deixei de fazer todos os trabalhos de casa, porque me sentia inseguro com a minha posição social. Pessoas gozavam comigo porque eu tinha melhores notas que eles, eu era pequeno e nao sabia que estava a cair no jogo deles. Conseguia aos poucos e poucos conquistar a minha posição social; a opinião das pessoas sobre mim era muito importante para mim: começou o sonho de querer ser "famoso", ser adorado. Deixei de ser o trabalhador que era, a preguiça dominou-me e até aos dias de hoje, raramente a consigo vencer. Aos 11 anos comecei a tocar guitarra; a nova expiração de arte acabava de nascer: música.

Antes da saída da básica, ainda lutava pelo meu sucesso frente ao social, tentava descobrir que vocação teria eu para alem da dedicação musical, porque o meu pai dizia que nao iria conseguir viver da guitarra, embora sempre tivesse fundamentado esta minha paixão. Até aí não pescava muito de amor. Via a maior parte dos meus amigos com alguem debaixo de olho, ou mesmo debaixo do braço. Alguma coisa me escapava, mas não me interessava muito na altura. Sempre tive o espirito competitivo em praticamente tudo: queria ser o tipo que tocava melhor guitarra no meu grupo de amigos, queria ter as notas mais altas nos testes, queria ser o melhor. Anos na básica e nunca consegui formar uma banda, que era um sonho recente. Nunca vi gente com a mesma vontade que eu tinha. Escrevia uma data de letras de música e já brincava com alguns riffs originais.

Dois anos atrás. Comecei a ver que o amor era mesmo alguma coisa que me escapava. Resolvi procura-lo. A minha média não reflectia a inteligencia que tinha, nem actualmente reflecte. Já não tinha o entusiasmo da escola que tinha quando era pequeno, lembro-me que era um prazer ir aprender para a escola. Sei que é uma tortura porque é uma constante luta por tudo, posição, equilibrio, social e profissional. Levava com sermões de tudo o que era gente, professores e pais porque sabiam que eu valia mais, irmão porque não aceitava a relação de irmandade que eu tentava impor. Via amigos tentarem colar pedaços dos seus corações e apercebia-me que o amor era uma coisa que em nosso favor nos pode dar felicidade vitalicia.

Há um ano, comecei a investir no amor e la encontrei amor. (nota: com uma segunda hipotese no bolso) Curto, doloroso e poderoso. Foi das coisas mais bonitas que eu ja vi, embora ainda nao o tivesse provado. Sofri da maneira mais estupida que alguma vez uma pessoa pode esperar. A minha média conseguiu subir um pouco. A minha auto-estima subiu muito graças às lentes de contacto, que me despiram da pessoa que antes usava oculos e que era logo rotulada a partida um nerd. O Social rapidamente subiu, algo em flecha.

Tentei uma outra vez encontrar o mesmo amor, mas sai outra vez dorido. (Uma pessoa dada a coincidencias como eu, reparava que sempre que um amigo meu tinha mais sorte ao amor, eu tinha menos e vice-versa, e esse facto sempre me assustou/fascinou) Cheguei a usar uma pessoa para ver se conseguia eu proprio experimentar a magia do amor. Não foi bonito nem justo. Lancei-me com intençao de amor numa amizade quimica, acabei magoado. Fui amado e nao pude nem quis retribuir, não foi justo nem bonito outra vez.

Neste momento noto que com segundas hipoteses chego sempre mais longe, mas acabo sempre por magoar alguem; noto que nunca provei do licor chamado amor, nem senti o toque da sua colher (se me perceberem, chegam lá); sou uma pessoa preguiçosa e não consigo participar na competição que antes tinha provocado a sua existencia; Bastantes erros a tocar guitarra; Bastantes erros a cantar; Não sou tão culto quanto a minha inteligencia me poderia levar; Perco tempo a fazer-me entender; Não tenho os amigos que queiram ouvir dos meus proprios problemas, ou porque estão de mau-humor e estão no direito de não estarem para ai virados, ou porque não me dão a segurança para confiar os meus problemas ou porque simplesmente não acho que vale a pena dizer alguma coisa; Bastantes erros a acreditar em pessoas; sou uma pessoa insegura, porque as feridas nunca chegaram a sarar, mas sinto sempre que preciso de experimentar o licor.

O que é que eu posso concluir?
Ah sim, que luto, mas já nao sei porquê...

1 comentário:

  1. Espero q n t esqueças q este desabafo existia até 3 meses atrás! Depois conheceste-m e embora n tenhas experimentado o licor do amor, experimentas-t o da amizade pura sem segundos interesses, total dedicação e coração aberto para t acolher! GMDT "maninho"!! És "pequenino" mas só d relação familiar pq tu és mt GRANDE e é isso q m faz gostar mt d ti e n querer q t vás da minha vida!! Bjs enormes e dorme bm!!

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