Hoje
Não mais amanhã
Escapar-nos há
Por entre os dedos
Detém-no
Não o deixes escapar
Por favor
Meu amor
Hoje
Nunca mais amanhã
Não o deixes fugir
Não o deixes escapar
Hoje
Ainda hoje
Nós fugiremos
Antes que alguém nos oiça
Ontem
Não mais hoje
Não mais esperança
Sim mais tristeza
Meu amor
Não deixes só
Neste trem
Só comigo mesmo
Espero
Por um hoje
Indolor
Melhor
Escrevi na Culatra, é um poema pequeno, mas representa muito.
Tem duas inspirações: Radiohead - Exit Music (for a film) e "A Sombra do Vento", livro de Carlos Záfon (salvo erro), na altua em que um casal planeia fugir de comboio, mas a rapariga fica em "terra" e o rapaz vai sozinho para Paris.
A poesia está mais no sentido musical, até tenho acordes para tocar esta música. Tenho sido estúpido e preguiçoso para não a tocar/gravar.
Nem me apercebi que tavas a escrever isto na altura
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