domingo, abril 11, 2010

Leroy Wein VIII

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- Concordo – Mostrava Char – A música de hoje em dia tem uma comercialidade merdosa...
- Algumas safam-se, mas o Rock and Roll morreu camaradas – Constatava Hugh
- Não voltes a dizer isso. – Atacava Char.
- Olha que ainda espero que a banda do meu irmão consiga por isso de volta.
- Também eu, mesmo não sabendo o nome dele – Dizia Char
- Chama-se George. Tem 21 anos se quiseres saber. Acho que agora está em Los Angeles. Ouvi dizer que há uma data de estúdios por lá. Caramba que saudades.
- Só podes ter! Vocês não se vêem há quanto tempo? – Interrogou Hugh.
- Há cerca de 3 anos. Ele não vai ao Natal dos meus pais desde esse tempo.
- Então, o que aconteceu? – Perguntou Char.
- Zangaram-se. Os meus pais nunca ajudaram George na música. Eu ajudei-o a comprar uma guitarra eléctrica em segredo, e quando ele a trouxe para casa, os meus pais expulsaram a guitarra. Claro que ele ainda a tem. Mas teve de a esconder durante uns anos e só tocava nela quando estava sozinho em casa. É uma bela história, mas não ajuda o meu estômago.
- Desculpa – Pedia Char.
- Não, não faz mal. Vamos mudar de assunto já, já. Está bom o tofú?
- Hmm, está óptimo. – Derretia-se Char.
- O que é que pediste Mary? – Perguntava Hugh.
- Bem, este ratatouille. Pensava que conseguias identificar.
- Naah, esse é o Leroy – Gargalhava Hugh.
- Estás a gostar? – Perguntava Leroy.
- Claro que estou. C’est merveilleux! É uma maravilha!
- Eu estou a adorar a salada que o meu prato traz – Diz Hugh – Experimenta um pouco Char.
- Deixa cá ver – Experimenta Char – Hmm, que óptimo.
- Também quero ver isso – Ataca Leroy.
- Eu também – Concorda Mary.
- Hmm, agora deixa-me ver desse ratatouille. – Dizia Leroy.
E a “orgia” gastronómica continuou até a barriga de cada um estar cheia, ou de, eventualmente, a quantidade esgotar-se. O prato mais explorado foi o Rolo de Carne de Hugh, mas este sempre conseguiu alimentar-se para que não tivesse fome no resto do dia de trabalho.
- Uuh, os meus 45 minutos já passaram. Foi óptimo, mas vou ter de trabalhar. Se quiserem combinar alguma coisa, o Hugh dá-vos o meu número.
- Está bem – Sorri Mary.
- O que te faz pensar que elas querem? – Sobressai Hugh.
- Eu não sei, mas por mim repetia. Adorei. Até logo malta. Beijos.
- Adeus Leroy – Dizia a “malta” em coro.
(...)

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