domingo, outubro 03, 2010

A Conversa

F
T
V

Eu estou cansado. Desisto
Meu, é preciso é ter calma. Não decidas uma coisa dessas tão cedo
Não consigo. Estou a trabalhar 300%. E não há recompensa.
Tu devias era levar um murro nas trombas para ver se acordavas.
Tem lá calma Filipe, o Vasco está aqui com um desgosto e tu não pareces ajudar.
O gajo tem de se fazer forte, se não vão continuar a haver coisas que o vão derrubar.
Ele tem razão Tomás. Eu não posso continuar neste estado.
Mas dá-lhe mais uma oportunidade.Vais ver que as coisas ainda hão de melhorar.
Só vão começar a melhorar quando ele decidir que já é tempo de melhorar. Ele nem está para aí virado. Ele gosta de continuar ali, naquele canto, infeliz. Parece que a infelicidade lhe é confortável.
(breve silêncio)
O sacana tem razão.
Não tem não.
Mas tenho. Irias ver se ele faria alguma coisa pela felicidade. Nicles! Ele devia levar o murro que eu ameacei há bocado.
Dá-mo!
NÃO! Calma aí Rapazes!
Mas era ele que estava a pedir!
E continuo. Acorda-me desta puta de infelicidade. Tira-me esta cegueira, esta surdez e esta saudade de tacto que eu tanto sinto.
Right away.
Que é que me aconteceu?
O Quê?!
Filipe! Olha o estado em que ele ficou!
Que ele? Estão aqui dois!
Que é que vocês me fizeram?
Eu enfiei um murro nas trombas do Vasco.
Pois, mas eu continuo a mesma coisa. Quem és tu?
Meu nome é António Castro.
Que fazes da vida, António?
Bem, gosto de atrofiar um bocado com as pessoas. Traço a minha própria Rota para a Felicidade e pouco ou nada me para.
Ora, queres ver que...
Não pode ser...
Mas tu és um Filipe-Vasco, meu!
(O resto é conversa)

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