sempre confiei nas pessoas. erro meu? erro absolutamente meu. as pessoas já não podem confiar em absolutamente ninguém. já me apercebi que não posso procurar por algo perfeito, mas apenas algo que me assegura uma conforto e segurança que possa durante o máximo de tempo que puder. nada aguenta para sempre, portanto temos que agarrar os máximos. à procura do "para sempre" nunca encontrei sequer um "para já". vou-me dedicar à procura de coisas pequenas a que me possa segurar, e por este meio trepar até à copa desta árvore a que lhe chamam vida. e sim, fugi agora às regras do pseudo, pondo tudo aflorado, cheio de recursos de estilo. reformulando e prosseguindo. O melhor amigo que uma pessoa alguma vez poderá arranjar talvez seja o desconhecido. este julga-te à base das primeiras impressões que capta de ti. poderá ser bom apenas para te mostrar no que poderás melhorar, nas coisas que podes manter, porque esse desconhecido não tem medo de te magoar, as palavras que ele te disser jamais te magoaram pois tens a noção que não é vindo de um verdadeiro amigo, cujo tipo de pessoa tem as palavras que mais valorizas. talvez o verdadeiro amigo tenha mais impacto, mas cria feridas que não desejas. enquanto que conversando com desconhecidos, obténs a verdade bruta suavizada, de um amigo obténs a verdade suave brutalizada. espero que me faça entender. uma coisa pela qual quis publicar outro texto pseudo tem de nome lealdade. uma coisa que me parece subvalorizada a meu redor. a meus olhos apenas vejo como desrespeitada. a meu ver, parece que sou dos poucos que a pratica. jamais espetaria uma faca de plástico pelas costas de alguém que amo, quanto mais uma lamina a sério. talvez devesse dizer mal de toda a gente. talvez devesse mesmo ser um cabrão. mas por muita pena é uma coisa que é contra os meus princípios, contra a minha pessoa. Ainda assim tenho momentos de pura sacanice, mas ainda mais de pura verdade. estes momentos em que escrevo textos pseudo, sinto uma libertação. e amigos, agradeçam estes momentos de pura sacanice. dêem graças a que eu não o seja todo o tempo, porque acredito seriamente que tenho todo o direito de o ser. estou também um bocado farto que as pessoas não me "deixem" ser tal e qual como sou. espontâneo, infantil, ingénuo. eu que deixo toda a gente ser tal e qual como é, recebo negas de todo o lado a dizer que não devia ser assim. mas talvez aqui quem seja o adulto sou eu. segundo ouvi dizer, adolescente é todo aquele que ainda tenta adaptar o mundo a si mesmo. eu, pelo contrário, lá me vou adaptando ao mundo. mas não devia. devia adaptar-vos a vocês todos, desrespeitadores da minha pessoa. eu devia ter poder. não. eu devia ser poder. eu devia esfregar nas vossas caras "eu sou perfeito". eu devia gritar bem alto "eu sou livre". eu devia andar nu nas ruas. eu devia desafiar a autoridade. pois claro devia acabar na cadeia, mas desta forma devia mostrar que eu sou tão ou mais superior que tu, ele e ela. seria bonito, um mundo em que o devia fosse substituído por "vou". relê substituindo vou. desejavas? provoca! pensa. faz. acontece. um dia hei de te mostrar o quanto perdeste apenas por eu te estar a oferecer as minhas costas como sinal de despedida. um dia vais reparar que não me tens a teu lado. um dia vais notar que metade das forças que tinhas eram minhas. um dia vais meter na cabeça que eu era importante. um dia vou-me virar e nunca mais voltarás a ver o meu olhar. um dia pedirás o meu retorno. um dia gritarás pelo meu nome. um dia chorarás com o meu olhar na tua mente. um dia devia substituir "um dia" por "cedo". relê substituindo cedo. outra coisa que me põe fora do sério: o orgulho. aquele sacana que te diz ao ouvido "os outros não valem nada" e "só a tua pessoa é que importa". sim, talvez eu tenha o meu ligado ultimamente, só que apenas sou para as pessoas que me falam com a máscara do orgulho vestida. sim, irrita-me bastante o facto de pessoas perderem outras por estupidez. sim, é importante ter orgulho, aquela auto-estima que em certos aspectos nada te pode deixar em baixo porque sabes que é certo que és bom. não, é estupido vestir essa máscara todos os dias. olha para baixo, olha para a tua barriga. tem tido doses da minha pessoa, pergunto-te eu. a barriga apenas rosnará. e sim, o orgulho tem mais olhos que barriga. não chegues ao ponto de morreres à fome porque me olhaste de lado e me puseste à beira do prato. eu não sou intragável. eu sou uma optima mistura de odores, texturas, sabores, ideias, sons e sentimentos. uma mistura quase heterogenea. aos teus olhos deixei de ser, mas serei sempre a mesma voz, o mesmo odor, o mesmo sabor, a mesma textura. o que vão mudando são as ideias e os sentimentos. por ti.
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