...Esta inimizade que agora partilhamos. Não acho que te tenha traído de maneira alguma, pois creio ser essa a razão que te leva a cortar relações comigo. Eu sinto que não devia ser eu o peão a dar o primeiro passo, pois não sei qual é o erro que cometi. Gostava mesmo que ao menos viesses ter comigo e apontar, aí compreenderia, talvez contra-argumentasse (mas é como funcionam todas as coisas), mas acho que no fundo estabeleceríamos um objectivo. Estarmos ambos assim é um bocado estúpido: em vez de construirmos tijolos para cada uma das nossas paredes, estamos a destruir as casas de um do outro - desta forma, acabaremos ambos destruídos. Eu não tenho absolutamente coragem nenhuma de chegar ao pé ti e pedir para falar, sei que é uma cobardia muito grande estar a escrever por este (estúpido) blog, e expor aqui os meus problemas, mostrar os meus pontos fracos e tudo o mais. Mas acho que dando o meu ponto fraco, espero que compreendas (se é que venhas a ler isto num futuro próximo) a minha posição. Eu sempre tolerei a tua agressividade e tu sempre toleraste as minhas infantilidades. Chegou a um tempo que de repente deixaste de fazer o teu trabalho e aí descobri que já não ias mais lutar por manter esta amizade (Sim, porque todas as relações são lutadas para que se mantenham). Levantei a minha guarda e a minha ofensiva; não estava lá muito "feliz" na altura: queria compreensão e foi o que eu acabei por não ter. Isto é tudo uma confusão, um mal entendido, tenho a certeza, e caso estejas a ler isto agora, mando-te um abraço. És uma amizade que vale a pena ter, logo um amigo que valha a pena ter (ou melhor, és uma pessoa que vale a pena). Tenho a certeza que é apenas uma questão de sorte ambos de nós não estarmos a conseguir aquilo que queremos, mas com o (filho da p*** do) tempo chegaremos lá.
E desculpa mais uma vez o uso deste meio.
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