sexta-feira, maio 21, 2010

Leroy Wein XI

(...)

E os dois amigos começavam a arrumar a mesa e a lavar a loiça enquanto ainda se ouviam os passos das raparigas a descerem as escadas. O barulho ia-se extinguindo, até que os dois começavam um novo: o ruído de uma conversa de amigos de longa data.
- Eu ainda queria...
- Qual é a moça que preferes Leroy? – Interrompia Hugh soltando uma gargalhada – Por mim, é a que não quiseres, são ambas espectaculares.
- Eu ainda não me acho preparado.
- Vá lá Leroy. Faz cinco meses desde a Caroline!
- Tanto tempo...
- Vês como tenho razão? Eu quero é que te lances para a frente, que a esqueças!
- Eu não posso esquecer algo que durou mais do que o triplo do tempo de que não a vejo.
- Está bem – Embirrava Hugh proferindo uma deixa passada de Leroy – “Dois anos e 3 meses não passam em semanas”, dizias há 3 meses. Caramba Leroy, cresce, larga o mal que te prende! Deixa de ser um adolescente, tens 24 anos, caraças! Percebo que não foi fácil a partida da Caroline, mas ela não merece este tempo de abstinência que lhe tens honrado: ela fugiu com outro e tu não procuras nem por sexo de vingança? Eu estaria com raiva pelos cabelos! Quero dizer, a esta altura já a quase teria esquecido, ela não mereceria tanta atenção minha.
- Pára – Gritava Leroy – Eu sei que como amigo queres o meu melhor, que tenha uns bons tempos com outras raparigas, mas ainda não consegui limpá-la da cabeça!
- Tu só precisas de parar de pensar! E vamos parar a discussão! Tu vais “comer um sapo” hoje e eu não quero saber se vai custar a entrar pela goela adentro!
- Hugh...
- Leroy – Gritava Hugh, cortando com a lamúria de Leroy. – Vive!
E assim o ruído findava, duma maneira ácida, mas positiva. Hugh estava decepcionado com a infindável lamentação de Leroy, e por este perceber a indignação do amigo, sentiu um enorme buraco naquela amizade: “um vazio da minha falta de esforço”. “É, eu tenho de subir desta merda de estado de espírito, não passo de um naco de carne que deambula de casa para o trabalho e do trabalho para casa, pensando sempre na mesma merda de pessoa”, levantou a cabeça com ânimo e acabou o raciocínio dizendo:
- Tens razão Hugh. Hoje é o dia que tenho de pensar por outra cabeça.
- Literalmente? – Ria-se Hugh com um sorriso que crescia ao ouvir o anúncio de Leroy
- Ahah, capaz Hugh. Obrigado pelo sermão. Às vezes é preciso ouvir um do tamanho do mundo.
- Podes crer, mas ainda maiores amigos para nos darem o rumo à felicidade!
- Gabarolas – Riam-se os dois em conjunto.
- Ai... – Suspirava Hugh. – Então e qual é que queres Leroy?
- Aahh... pode ser a Mary. Não me parece ser muito trabalhosa. Vou começar por baixo. – Ria-se maliciosamente em tom sarcástico.
- Está bem – Gargalhava Hugh – Eu também prefiro a Char. Parece-me bastante difícil. E do que eu gosto é de jogos difíceis, cheios de tácticas, ataques, defesas...
- Bem sei Hugh. Ainda me lembro da Josie.
- Ai nem me lembres!
A conversa continuou com gargalhadas e memórias. Riam-se dos momentos tipo filme que quando se diz “ainda nos iremos rir disto” é tão irónico no momento, mas tão oportuno no momento em que as pessoas se riem disso. E de repente lembraram-se que ainda tinham de montar o “cinema em casa”. Pouco depois de montado, ouvia-se a campainha do flat a tocar.

(...)

2 comentários:

  1. tenho de ser a primeira!
    mesmo antes de ler ja te digo: o leroy é o meu heroi! adoro tanto este senhor pahh xD

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  2. ADOREII!
    leroy pahh, continua assim! eu ca gosto do hugh, pensa bem... nao deu? deixa pra tras! deu? entao continua!

    muito bom quinhu, siga marinha que eu vou atras (a)

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