sábado, maio 29, 2010

Revolta dos Duendes Sanguinários II

Dia da grande Assembleia! Estava o Pai Natal pronto para viajar para o planeta onde todos os pais natais se encontravam (o nome do planeta não pode ser aqui divulgado: demasiado secreto...), tudo pacato, não se ouvia um som e Nicolau pronto a partir, quando de repente, uma imensidão de Duendes corria em direcção ao trenó (“São mais que as mães! São «catrafadas» deles” exclamava Nicolau). Nicolau não tinha por onde ir e só tinha a possibilidades de morrer a lutar ou de aceitar os pedidos dos Duendes.
- Duendes Sanguinários, são vocês? – Perguntava Nicolau.
- É apenas o nosso trabalho, ah ah – ria-se um deles.
- Não me vão matar pois não? – Questionava Nicolau cheio de medo.
- Hum… talvez… ah ah ah – o mesmo voltava a rir.
- O que devo eu fazer para vocês não me matarem? - Voltava a perguntar
- É apenas uma questão de tempo, o teu destino é morte próxima! Ou concordas com as nossas exigências, ou podes dizer olá às minhas garras, e adeus à tua vidinha! Mhuahahahaha! – Dizia o Duende que parecia ser o chefe dos Duendes.
- D-d-diz as t-tuas exigências. – Gaguejava Nicolau.
- Muito bem… (cof cof) Numero 1: triplicas o ordenado dos teus operários; 2: Novas Roupas para os operários; 3: O tempo de Férias desta gente aumentará! 4: Obedecerás à minha última ordem – Proclamava o Chefe.
Ouviam-se gritos de Euforia por parte dos Duendes!
- Mas, o orçamento vai rebentar! Não vou ter dinheiro para…
- Isso se, tu não obedeceres à minha última ordem… - Interrompeu o Chefe
- (Glup) O que é que tu queres?
- Depois de cumprires as primeiras 3 exigências, eu aí digo-te o que será preciso! Mas antes de cumpri-las, vais à assembleia dizer que está tudo perfeito! Entendido?
- Está bem… – concordou Nicolau
- Hum… Gargle, vai com ele, e vê se tudo corre como planeado. – Ordenava o Chefe a um pequeno duende. Bastante pequeno para lhe caber no bolso.
O Duende pigmeu correu para o seu bolso e começou a rir-se maleficamente.
- Oh oh oh! – Partia Nicolau no trenó, o mais depressa que podia, pois estava atrasado.
Nicolau não sabia o que ia fazer. Estava tudo complicado e ele não podia fazer nada. O pequeno Duende estava a controlá-lo e ele pensava em planos para se livrar de Gargle, ou de fazer perceber os outros Pais Natais de que havia algo de mal na sua floresta.
Chegado, então, ao tal planeta secreto, Nicolau encara-se com uma mansão com ar velha e assombrada. As paredes de fora rachadas, as portas e as janelas rangiam, telhado quase todo caído; sim é a Mansão-Assembleia.
Abriu a porta e dentro da mansão estava tudo num brilho. Limpo, encerado, decorado, arranjado, todos os adjectivos de Perfeição existentes.
Nicolau entra por um corredor e depois uma sala de estar, de novo um corredor e por fim uma cozinha.
- ******* - Disse Nicolau (não é um palavrão, é a palavra-chave)
O armário mudava de lugar, o tecto ia para o chão e o chão para o tecto, o frigorifico abria-se e ia para o actual chão, o lava-loiça para a porta, para empatar entradas indesejáveis, o fogão repartia-se em partículas e formava um cortinado para as janelas, mas Nicolau ficava suspenso no ar, enquanto tudo mudava.
Quando tudo parecia estar acabado, Nicolau caiu ao chão. Torceu o candeeiro e abriu a porta do frigorífico e deu-se de caras com os outros Pais Natais à volta de uma mesa grande e redonda.
- Ora se não é o Nicolau! – Exclamou uma mulher.
- Parece-me que estás mais gordo – Disse um homem.
- Há quanto tempo?! – Perguntava um segundo.
- Ordem! – Pediu um Homem mais sério, que parecia ser o Chefe.
- Boa Noite! – Cumprimentava Nicolau. – Hoje… Argh… não estou lá muito bem – Gargle tinha espetado a garra no fígado de Nicolau.
- Hum… ali há medicamentos. Se quiseres tira um comprimido ou um xarope qualquer! – Disse o primeiro
- Não, deixa estar que não é preciso! – Respondeu Nicolau.
- Passa-se alguma coisa? – Perguntou o Chefe.
- Err… – Lacrimejava Nicolau – Bem, aqui vai: Ahh! Estou a ser atacado por Duendes! Ohhh! Está agora um a… AHH… meter a garra no meu fígado! HHAAI! Oh! Sejam rápidos! OS MEUS DUENDES FIZERAM-ME UM ULTIMATO E (HAHAI) AMEAÇARAM-ME! AARH
- PLUMP! – Nicolau tombava em cima da mesa, morto, com o seu Fato encarnado de sangue.

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