sábado, maio 29, 2010

Revolta dos Duendes Sanguinários I

A Revolta dos Duendes Sanguinários (M/12)

Na altura em que o Pai Natal era verde (não por estar enjoado, mas por estar na moda), vivia numa floresta e não no Pólo Norte, quando não se sabia a sua identidade, quando os Centros comerciais e a era do Consumismo não existiam, quando… a vida do Pai Natal era mais fácil. O trânsito das carroças era inexistente, não havia a poluição sonora, o trânsito marítimo não era cheio de petroleiros e o trânsito aéreo apenas era frequentado por aves e, claro está, pelo elegante trenó do Pai Natal e suas Renas, mas este nunca era visto. Já estão situados? Ora bem…
Este ano difícil que quase chegava ao fim, Nicolau estava a reparar o trenó (enquanto praguejava), que tinha sido partido por Rodolfo, a rena do actual nariz brilhante (Nicolau castigara Rodolfo com um nariz reluzente, pois assim, veria bem por onde andava [ou se calhar não]). Nicolau andava stressado e enervado: ainda faltava muito trabalho para o tempo que restava, e ele não conseguia ver trabalho algum, feito pelos seus duendes verdes. Este apenas via-os a fazerem greves, ora o ordenado era baixo, ora as férias eram pequenas, ou então pela falta de roupa disponível para os trabalhadores, etc. Que espécie de chefe não estaria chateado?!
Era mês de Novembro e pouco faltava para Dezembro, o frio aumentava, a capacidade da mão-de-obra era pequena, o trabalho não era feito, e cada vez desapareciam mais Duendes. Nicolau questionava-se “Porquê eu? Triste destino do Pai Natal da Terra!”, não se espantem, pois há mais planetas com vida, e porque haveria ser apenas o Planeta Terra, a possuidora de um Pai Natal? Felizmente há mais pais natais distribuídos pelo universo fora, senão haveria uma guerra universal e esta seria desconfortável para todos… Mas voltando ao assunto: Faltavam apenas 2 dias para a próxima reunião de Pais Natais universais (S.U.N. – sociedade universal natalícia), esta que se tomavam assuntos como por exemplo, o orçamento actual, a quantidade de Duendes que conseguiam escapar das mãos do povo (pois estes, roubavam os artesãos e camponeses para dar presentes aos nobres: os pais destes eram quem pagava os Pais Natais – Outra maneira em que o povo era explorado), as greves, a balança comercial e financeira da associação Natalícia, entre outras, estes pontos que estavam uma confusão, na Floresta Plácida (floresta temida pelos humanos – lendas e “histórias dos nossos avós” que assombravam as mentes humanas, plácido por ser fácil de capturar um humano que fosse e bastante saboroso para os terríveis demónios! – que era a ideal para um Pai Natal viver). O tempo passava e o Pai Natal ficava mais nervoso pelo dia da reunião

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