(...)
Já no dia seguinte, Leroy acordava numa pressa: era tarde. “Preciso de me arranjar, limpar o flat, e fazer a comida!”. Leroy ficara até tarde a estudar, tendo feito uma pausa à tarde para comprar a comida para o dia seguinte, ou seja, o actual. Já tinha posto a descongelar a carne; a alface, o tomate, a cenoura e o pepino já estavam a arejar na varanda com um protector para que moscas, pombos ou outro tipo qualquer de bicho, não pudessem tocar na comida. Cinco minutos depois, saído de um duche rápido e envolvido em perfumes exagerados, Leroy preparava o almoço, cortava em fatias finas a carne tenra e aguava e lavava os vegetais. Ainda de toalha enrolado. O flat estava pouco desarrumado, era fácil de arrumar o que não o estava, mas o que estava, dava um ar muito diferente – nojo: uma caixa de pizza aberta com algumas fatias lá dentro e já algumas mosquinhas à volta, livros abertos pelo chão da Sala/Quarto, cama desfeita, e cheiro a sono (aquele cheiro de suores de noite). Por sorte era a única divisão suja, a cozinha tinha sido poupada para esse mesmo motivo, comendo pizza, não se suja mais nada.
Enfim, depois de posta a aquecer, a carne e de temperada a salada, limpava os detalhes que eu acabei de referir, mudou os lençóis, e até pôs um vazo com um flor amarela numa mesa à frente do Sofá-cama. De repente, batem à porta. “Bolas” pensava Leroy, “Só me faltava vestir-me”. Leroy diz alto:
- Um momento!
- Sou eu, o Hugh.
- Ah Ok.
Mais descansado, lá vai Leroy abrir a porta. Depois de aberta, descobre que o amigo tinha omitido a presença de Mary e de Char.
- Uuh, Cor-de-rosa – Apontava Char para a toalha.
- Não estou preparado – Desculpava-se Leroy.
- Cá para mim querias festa. – Provocava Hugh murmurando.
- Olha vigia-me a carne por mim e não deixes a Char atacar a salada. È uma simples, mas vigia-a. – Ria-se Leroy.
Os outros 3 continuavam a conversa, enquanto Leroy se dirigia para a casa-de-banho para se vestir. Conseguia ouvir os risos delas, realmente Hugh conseguia animar uma festa, mesmo antes dela começar. Já pronto, foi para o pé do grupo.
- Querem que eu apresente a casa? – Interrompia Leroy - São só dois minutos, Já viram metade da casa: este é o meu quarto barra sala.
- É acolhedor. – Elogia Mary.
- Obrigado, e diz-se que o designer é o Hugh, não é assim?
- Pois, pois, vais ver quem é que vai ter emprego fixo daqui a um ano. – Amuava Hugh.
- Está ali a aparelhagem, Tv, posters das bandas de que vos contei sexta-feira, Este é o meu Sofá-Cama. – Apresentava Leroy, que depois de um breve silêncio provoca – Até me admiro, Hugh, por não estares a mandar uma boquinha.
- Ahah, é verdade, até arrumaste o teu quarto! Foi preciso a tua mãezinha vir dizer-te para fazer isto? – Reconciliava Hugh.
- É verdade. – Entrava Leroy na brincadeira – Mas enfim. Vamos à cozinha. Mas um de cada vez: não cabemos todos de uma vez, acho.
- É realmente minúscula – Ria-se Mary.
- É daqui que queres mostrar ao mundo que cozinhas? – Troçava Char
- Yup, que achas? – Perguntava Leroy, com ar de inocente.
- Eh... Perco-me aqui – continuava Char.
- Ahah – Apoiava Hugh – Ao menos o cheirinho não se concentra só aqui.
- Também acho. – Ajudava Mary.
- Obrigado aos dois. Vão se sentando à volta da mesa, no chão; limpei há pouco, não há quaisquer preocupações. E o manjar está pronto a sair.
- Está bem Leroy, Obrigado pela visita guiada – Agradecia Char.
- A casa de banho é do outro lado - antecipava Hugh, sabendo que a visita não estava findada.
- Vou inspeccioná-la – Disfarçava Mary.
Enquanto se esperava, Leroy resolveu deixar uns aperitivos para provocar a barriga para um bom banquete. Abriu um pacote de pistachios e deitou-os numa tigelinha, servindo-a depois, na sala/quarto.
- Enquanto esperamos. – Apresentava Leroy
- Muito obrigado Leroy – Dizia Hugh.
- Obrigada – Agradecia Char.
E voltava Mary da casa de banho após um estrondo se ouvir depois desta apertar o autoclismo e fechar a porta.
- Uh, que pivete. – Brincava Hugh
As bochechas de Mary coravam, mas defendia-se:
- Que mentiroso.
Leroy ria-se para si mesmo enquanto tirava a carne do forno e regava-a uma última vez. O cheiro espalhava-se pelo flat, e as pessoas apuravam o olfacto:
- Ah, quem me dera não ser vegetariana! – Desejava Char
- É uma opção tua – Picava Leroy ao levar as travessas da salada e da carne para a mesa da sala.
- Vamos ter de comer como os chineses, sentados numa almofada, porque a mesa é baixa. – Alertava Leroy.
- Eu não quero saber onde como, desde que coma! – Elogiava, por assim dizer, Hugh.
- Obrigado Hugh – Sorria Leroy.
E o grupo recomeçava outro festival gastronómico, entre comentários à comida. Char deliciava-se com a salada, referindo a perfeita combinação de orégãos com a simplicidade composta na salada. Hugh não dizia nada, Leroy já o sabia, vindo dele. Mary, chorava por mais. Os dotes de Leroy impressionavam o pessoal tanto quanto os do Chef, dando um ambiente muito estimulante a prazer no flat.
- O que é que fazemos agora? – Perguntava Char.
- Podemos ficar aqui a falar e ouvir música. – Propunha Leroy – É domingo, e apetece-me descansar com amigos.
- Eu também vou nessa – Concorda Char
- E se alugássemos um filme? – Sugeria Hugh – Ligávamos o PC à Tv e víamos um filme engraçado. Tens pipocas Leroy?
- Que boa ideia – Quase que saltava Mary de agitação.
- Não, não tenho Hugh. Onde é que podíamos comprar pipocas sem andar muito?
- Passámos, há pouco, por uma loja de aluguer de filmes que também vendia pipocas. Reparei nela, mas não comentei. – Dizia Char - Realmente era mesmo estranha.
- Lembras-te de onde é? – Perguntava Hugh.
- Acho que sim – Afirmava Char.
- Ok, não é preciso irmos todos. Ficam cá dois, e vão para lá dois. – Planeava Leroy.
- Vens comigo Mary – Dizia Char.
- Não têm medo de ir sozinhas? – Provocava Hugh
- Não! – Dizia Char, espetando a língua.
- Está bem, mas ainda não decidimos que filme ver. – Lembrou Leroy.
- Ahah, pois é. A mim apetece-me um de Tim Burton – Dizia Hugh
- Hmm, também ia num desses – concordava Leroy
- Não conheço muito o seu trabalho – Dizia Char – Tenho andado com preguiça para explorar o desconhecido.
Breve silêncio.
- Então Mary? Então e tu? – Perguntava Hugh, numa tentativa de a puxar para o grupo.
- O que quiserem. – Concedia Mary, e corava com as seguintes palavras – Eu vejo qualquer coisa depois desta refeição.
- Obrigado Mary. Mas conheces algum filme do Burton? – Interrogava Leroy.
- Alguns. Eu posso escolher.
- Não se preocupem, que ela tem bom gosto – Completava Char por Mary.
- Está bem. Nós vamos ligando o computador à tv, e a aparelhagem também, vamos ter uma espécie de Cinema em casa. – Convidava Hugh para uma festa que parecia estar prestes a começar. – E vocês escolhem um DVD qualquer do Tim Burton. Se demorarem mais de 20 minutos, telefono-te Char.
- Está bem. Até já, rapazes. – Dizia Char
- Até já – Retirava-se Mary.
- Até já, raparigas – Despediam-se os Dois em coro.
(...)
tim burton? tmb quero veeeer!
ResponderEliminarhá espaço na sala/quarto do leroy??
oha, adorei este, mesmo! escreves o resto? :)
*olha
ResponderEliminarEscrevo pois. Ainda tou a decidir algumas coisas, por que lado a historia vai seguir ;)
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