Queria avisar todos aqueles que tiverem a oportunidade de ler isto (é mais a vontade, mas não tou numa de preocupar-me com isso) que duvido que seja um bom amigo. Antes um bom amante.
Não me imagino passar tardes de Verão convosco a beber umas coca-colas ou umas noites de Outono a sair à noite fazendo assim uma espécie de despedida do Verão. Ou mesmo a fazer um acampamento num fim de semana de Primavera (que se foda o inverno, não o vou incluir num exemplo). Não me imagino a fazer semelhantes coisas nesta condição: ter namorada. Aposto que sou um péssimo amigo quando nessa condição. E imagino que vou chorar baba e ranho para o ombro de um amigo se o meu coração se quebrar duma maneira que não esperava, mas a vida há que continuar.
Mas na verdade é para isso que se têm amigos, não se torna um bocado? Um amigo é uma pessoa com que se criou um conforto de lhe contar coisas sem recear que se traia a sua confiança. Um Conforto. Algo equilibrista. Dá que pensar, pois afinal tenho uma vida demasiado balançada. Ou será que não? Vou lançar um desafio a mim mesmo de não fazer absolutamente nada em relação a outros. Para ver se sou eu quem puxa a atenção, e caso seja verdade quantos deles ma dirigem. É que não sinto o tal equilibrio que supostamente deveria sentir. Não sinto o abraço que me é dado de volta, nem a presença da voz de quem me dirige uma resposta, nem até do olhar vazio de quem é chamado por mim. Começo a sentir-me como um fantasma, pois não me sinto propriamente existente.
We don't have any real friends, no, no, no
(...)
(...) I wish I could be happy
I wish, I wish, I wish that something would happen
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