Estou a ver o histórico de conversas com a Ruivo (coisa que gosto de fazer de tempo a tempo, com várias pessoas), e apercebi-me que estou a fazer o que outrora me disse para fazer: deixar de procurar. Não sou mais ou menos feliz do que era antes.
Para contextualizar, vou dizer que, na altura da conversa estava bastante pessimista, "filósofo" e estava sedento de amor (...). Estava numa de cepticismo, em que as pessoas encontram outra pessoa para se sentirem bem consigo mesmas, que o amor era algo egoísta, pois quando o amor é correspondido, sentimos o conforto que sempre quisemos: seja ela a pessoa que estiver à nossa frente ("O Sentimentalismo é uma treta": é daí de onde vem).
E ora bem. Desde aí, posso dizer que a minha vida teve alguns altos e baixos, mas tiveram um "desvio padrão" mesmo muito baixo. Talvez esteja a desprezar algumas coisas, mas não me sinto muito mudado. Apenas ganhei idade e não maturidade, porque adivinhem só: nada me aconteceu que pudesse ter um impacto que me virasse a vida de pernas para o ar. Considero que é preciso acontecer algo inesperável para que algo dentro de nós se desenvolva: um novo tipo de situação com que nunca nos deparámos. Faz com que algumas coisas dentro das nossas cabeças se desencadeiem de forma diferente e isso faz com nós aprendamos como somos, como reagimos a coisas e até como podemos evitar coisas que possam correr mal.
Eu sou um tipo que nao se conhece porque não lhe é deixado ser conhecido por outros.
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